outubro 2016

Cuidados ao contratar uma dedetizadora

A cada seis meses os condomínios precisam contratar uma empresa para fazer dedetização completa no local. Mas, como escolher uma empresa boa e eficiente? Com certeza essa é uma pergunta que todos os síndicos e gestores de condomínios sempre fazem quando precisam contratar uma dedetizadora.

 

Existem inúmeras empresas e a maioria é boa mas há também aquelas que decepcionam na hora de realizar o serviço. A maior preocupação deve ser não colocar em risco a saúde dos moradores e afastar as pragas.

Cuidados com a mistura do veneno e qualidade dos produtos, tipos de combate, garantia do serviço, cheiros dos produtos e manchas, cuidados com animais, idosos, crianças e alérgicos são assuntos fundamentais a serem discutidos com a empresa contratada.

Veja algumas dicas para não errar na hora de contratar uma empresa de dedetização:

1º Cuidado – Mistura do veneno

O primeiro cuidado é pedir que a empresa faça a mistura do veneno na hora da aplicação. O motivo é simples: você precisa se certificar de que o veneno usado é de qualidade. Muitas empresas dizem que usam produtos de grandes marcas ou fabricantes quando, na verdade, usam venenos de má qualidade ou até mesmo caseiros. Se a empresa disser que levará a embalagem do produto para lhe mostrar, não aceite.

2º Cuidado – Tipos de Combate

Para cada praga há uma forma de combate diferente, podendo variar o produto utilizado e a forma de aplicação. Há aplicações que são feitas apenas em rodapés, em outras são necessárias aplicações no rodapé e roda-teto, como também no telhado ou piso. Há diferença ainda no tipo de veneno a ser usado.

3º Cuidado – Garantias

O terceiro cuidado é com relação às garantidas oferecidas pelas dedetizadoras. Cuidado com garantias muito longas. Fornecedores de produtos de dedetização de qualidade não oferecem mais do que 3 meses para controle da maioria das pragas.

4º Cuidado – Cheiro de Produtos

Venenos de qualidade geralmente não tem cheiro forte e em muitos casos são inodoros. Saiba ainda que empresas e aplicadores individuais, conhecidos como Zé Bombinhas, fazem misturas que contém apenas querosene deixando um cheiro forte após a aplicação, mas que não tem nenhuma efetividade.

5º Cuidado – Manchas causadas por dedetização

No mercado há todo tipo de produtos e de profissionais de dedetização e por isso você já pode ter escutado alguma história sobre dedetização ter causado manchas. Essas histórias podem ser verdadeiras, mas os produtos de qualidade não oferecem perigo de mancha para pintura, móveis ou roupas.

6º Cuidado – Animais

Quem tem animais muitas vezes fica com medo de contratar dedetização. Nesse sentido, uma série de cuidados devem ser tomados pela dedetizadora, cada cuidado especifica para o tipo de produto a ser usado. O cliente deve manter o animal afastado no momento da aplicação do produto de dedetização, para que o mesmo não veja os locais e não fique curioso.

7º Cuidado – Crianças, Idosos e Alérgicos

Em locais onde há crianças menores de 6 anos, pessoas alérgicas ou idosos devemos ter um cuidado especial. Esse público necessita da aplicação de venenos menos agressivo. Há linhas de produtos de dedetização usados especificamente nesses casos que apesar de mais caras, são essenciais para o bem estar dessas pessoas. Lembre-se sempre de avisar sua dedetizadora sobre a faixa etária das pessoas que frequentam o local a ser dedetizado.

Tomando todos estes cuidados com certeza a sua escolha será a mais acertada!

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Alteração de fachada

Querer pintar uma parede, trocar uma esquadria ou fechar uma sacada parece uma vontade inocente e até rotineira. Mas em um condomínio, não é. Ela pode gerar muita confusão se avançar para áreas comuns ou para a fachada do condomínio.

Aí, entra em ação o síndico e a Convenção do condomínio. É lá que estão as regras que devem ser seguidas para garantir a harmonia estética do condomínio e acabar com o pode ou não pode.

O QUE O CÓDIGO CIVIL DIZ:

Artigo 1336: “São deveres do condômino: III – não alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas”

Antes de saber onde o morador pode ou não pode mexer, é importante esclarecer os limites da fachada e área comum:

Por fachada, entende-se toda área externa que compõe o visual do condomínio, como as paredes externas, sacadas, janelas e esquadrias, portas e portões de entrada e saída do edifício entre outros elementos que compõem a harmonia estética.

A área comum inclui toda a região do condomínio que pode ser usada pelos moradores sem restrições ou com o uso de chaves disponíveis, como hall, porta de entrada e saída das unidades, corredores, escadas, garagens, salões e academias.

Por que não?

Um dos fatores que mais influenciam na valorização e venda de um apartamento é a estética do condomínio. Mesmo que o apartamento seja pequeno ou se a localização não for das melhores, a beleza e a organização podem elevar preços e atrair compradores.

Segundo o Código Civil, qualquer tipo e alteração na fachada ou área comum é proibida. Para legitimar uma alteração, esta deve passar a constar na convenção. Porém, na prática muitos condomínios vêm tolerando algumas alterações mediante aprovação em assembleia.
Veja uma lista prévia do que costuma ser proibido:

1) Sacadas

Toda a área da sacada que é visível não pode ser alterada, como:

Porta

Cor das paredes internas e externas

Forro ou teto

Grade ou parapeito*

Fechamento com vidros ou grades

Telas de proteção**

Películas de proteção nos vidros

Toldos

Ar-condicionado

Mini parabólicas do tipo Sky

(*) a manutenção cabe ao morador, mas a cor e o modelo são definidos pela Convenção
(**) especialistas entendem que, por ser um item de segurança, a instalação de telas não precisa ser decidida em Assembleia, mas a cor da tela, sim.

2) Fachadas

Instalar antenas

Trocar janelas ou vitrôs*

Fechar a área de serviço**

Alterar cor ou textura das paredes de fora do apartamento

A pintura total do edifício pela mesma cor não é proibida, mas precisa ser aprovada em assembleia. Pode ser encarada como uma melhoria no prédio e não precisa constar na Convenção. A alteração de cor é alteração de fachada
(*) a manutenção cabe ao morador, mas a cor e o modelo são definidos pela Convenção
(**) se houver a utilização de gás para aquecimento, manter essa área aberta também é uma questão de segurança.

3) Áreas Comuns

Trocar a porta de entrada do apartamento*

Alterar a abertura da porta de entrada do apartamento**

Trocar a porta do depósito

Alterar a utilização, finalidade ou móvel do depósito

Pintar ou decorar o hall de entrada dos apartamentos*

Pintar ou decorar o hall de entrada do condomínio

Em edifícios cujo portão é parte do projeto arquitetônico alterá-lo constitui mudança de fachada. Isso ocorre normalmente em edifícios antigos ou tidos como históricos.

Em edifícios comuns, em geral, a troca de portões não constitui alteração da fachada.

(*) Na maioria das convenções é proibido. Alguns condomínios aprovam alterações em assembleia
(**) as portas abrem para o lado de dentro por uma determinação de segurança do Corpo de Bombeiros)

Caso algum morador faça alguma alteração proibida pela Convenção do condomínio, o síndico ou administradora deve, o quanto antes,  enviar uma notificação da infração e solicitar que o morador restabeleça os padrões do condomínio com prazo determinado.

Muitas vezes, os condomínios perdem a ação por “negligência”, ou seja, demoram muito tempo para contestar a alteração.

Se a notificação não for cumprida, o morador deve ser multado de acordo com as disposições do Código Civil (art. 1336 e 1337).

É possível também, em casos extremos, recorrer a ações judiciais. Nesse caso, a medida deve ser discutida e votada em assembleia com aprovação da maioria dos presentes. Seja rigoroso e não abra exceções.

A Convenção deve ser elaborada de acordo com o Código, assim, dificilmente ela poderá ser contestada.

Disponibilize e deixe fixada no quadro de avisos a Convenção e o Regulamento Interno. É uma maneira de todos saberem as regras.

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Crianças no condomínio

Morar em condomínio requer respeito ao próximo e às regras para que o dia-a-dia seja tranquilo e sem problemas. Entretanto, vira e mexe acontece alguma coisa que altera a ordem do ambiente. Seja uma discussão, parar em vaga errada ou barulho em excesso. Quando há crianças envolvidas as queixas tendem a ser um pouco maiores, mas nada que não possa ser solucionado.

É possível viver tranquilamente dentro de um condomínio desde que cada um cumpra a sua parte em não incomodar o outro e em saber quais são os limites, o que vale também para as crianças e os pais devem educá-las quanto a isso.

Se a criança está incomodando mesmo ao brincar dentro do apartamento, o morador incomodado deve pedir ao porteiro ou ao zelador que ligue para a unidade que está incomodando e solicite silêncio.

Isso não é falta de educação e o funcionário do condomínio não deve ficar constrangido. É preciso saber cumprir as regras estabelecidas em acordo com todos.

Claro que é preciso cautela. A reclamação será procedente se o barulho que a criança estiver fazendo for em horário ou local indevido. É preciso lembrar que é da natureza das crianças brincar, correr, falar, dar risada, etc.

Uma forma de lidar com a rebeldia das crianças é eleger um mini-síndico. A criança eleita terá contato com o trabalho do síndico e com os problemas diários do condomínio. Isso ajuda a criar consciência.

Esse tipo de eleição acaba se tornando algo divertido e é fácil de organizar. Basta convidar as crianças, separar papel, caneta e uma caixa para depositar os votos.

Limites

Os pais são responsáveis por seus filhos e devem estabelecer limites a eles, inclusive quando estiverem dentro do apartamento.

Uma dica que pode ser passada aos pais é o uso de tapete emborrachado nos quartos das crianças, ele diminui o atrito e abafa o barulho no andar de baixo. Carpetes e tapetes comuns também podem cumprir bem essa função.

Mesmo com tapetes, é preciso evitar que a criança brinque fazendo barulho após às 22h.

As regras existem para serem respeitadas também pelas crianças e os pais devem fazer isso valer. A responsabilidade pelo comportamento delas é deles.

Quando as crianças brincam nas áreas comuns dos condomínios, os limites devem ser diferentes. Elas podem brincar normalmente entre 9h e 20h.

Depois desse horário, se quiserem permanecer na área comum, deverão conversar em voz baixa ou ficar em silêncio.

Falta de área de lazer

Viver em condomínio já é complicado para crianças, quando falta área de lazer, isso se torna ainda mais difícil. Elas precisam brincar, isso faz parte da natureza. Desta forma, tente estabelecer locais e horários para que elas utilizem áreas como hall, jardim ou salão de festas.

As crianças podem usar, por exemplo, as áreas existentes no entorno do prédio. Sempre dentro dos horários estabelecidos, evitando incomodar os condôminos.

Alguns condomínios não possuem área de lazer, mas têm salão de festas, que também poderá ser utilizado pelas crianças durante a semana. Basta estabelecer regras para a freqüência.

Algum cômodo vazio ou espaço inutilizado nas dependências comuns do condomínio pode ser aproveitado para montar uma brinquedoteca, por exemplo.

Quem toma conta?

É recomendável que crianças estejam sempre acompanhadas

É muito comum em condomínios se observar crianças circulando sozinhas. Além disso, muitos pais pedem para que funcionários do condomínio tomem conta dos filhos.

Aqui vão algumas regras básicas para a boa convivência e segurança das crianças nos condomínios:

Crianças menores de 10 anos não devem andar sozinhas nos elevadores para evitar acidentes;

Os pais não devem permitir que as crianças brinquem nas escadas do edifício;

Crianças menores de 5 anos devem brincar no playground acompanhadas de um adulto;

Recomenda-se que as crianças maiores estejam sempre acompanhadas de um amigo no playground;

Todas as crianças devem estar acompanhadas de um adulto nas piscinas do edifício e os funcionários do condomínio não têm obrigação de cuidar de crianças.

É importante também lembrar os pais que o condomínio possui lugares que podem ser perigosos para as crianças, como instalações elétricas, piscinas, escadas e elevadores, por isso, é bom evitar deixá-las circulando sozinhas.
O ideal seria colocar as regras de convívio para crianças também no estatuto do condomínio para que não hajam problemas na hora de cobrar que as regras sejam cumpridas.

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O que fazer em caso de incêndio no condomínio?

Os casos de emergência em condomínios são mais comuns do que se pensa. Um dos mais complicados e que devem ter seu cuidado redobrado são os incêndios, que podem causar graves danos tanto ao condomínio quanto aos condôminos.

Já de início é interessante que pelo menos uma vez no ano o condomínio ofereça um treinamento para os moradores, para que, em caso real de incêndio, saibam agir corretamente. Além do treinamento, é essencial que os equipamentos anti-incêndio estejam em perfeito estado, como o extintor, porta corta-fogos, hidrantes e entre outros.

A famosa frase “Em caso de incêndio não utilize o elevador, use as escadas”, que fica localizada ao lado de botões de elevador, requer atenção e serve como alerta aos usuários que utilizam o equipamento para se locomover verticalmente de maneira ágil.
Em caso de incêndio em um edifício, é essencial tentar manter a calma.
Não tente combater o incêndio, a menos que saiba utilizar com eficiência os equipamentos de combate.
Durante a saída ou após sair do edifício, jamais volte para pegar objetos.

Veja algumas dicas que podem ser seguidas em caso de incêndio:

Chame o Corpo de Bombeiros o mais rápido possível.

Não obstrua as saídas de emergência.

Certifique-se de que o condomínio possui os extintores apropriados e sempre cheque seus respectivos vencimentos e manutenções necessárias.

Desligue a chave geral do condomínio, localizada normalmente no térreo. Antes desta ação, verifique a existência de passageiros no elevador. Não utilize o elevador. O incêndio poderá cortar a energia do edifício e você poderá ficar preso na cabina do elevador, colocando em risco sua segurança.

Lembramos que a prevenção é o melhor remédio. Manter os equipamentos anti-incêndio como extintores, hidrante e etc sempre em bom estado e dentro da data de validade pode evitar que uma tragédia ainda maior aconteça.

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